ESCOLA DA MATA ATLÂNTICA: UM ESTUDO DE CASO SOBRE JOVENS EM PROCESSO DE ÊXODO URBANO

Tadzia Maya

 

O artigo investiga as origens do grupo Escola da Mata Atlântica (EMA), que desenvolve atividades em educação, cultura popular e agroecologia no distrito rural de Aldeia Velha, município fluminense de Silva Jardim, desde 2006. A formação do grupo funcionou como uma possibilidade de trabalho no campo para jovens de diferentes formações acadêmicas, contribuindo para um processo de êxodo urbano, que por sua vez traz questões para o debate sobre os neo-rurais. O texto se concentra no histórico de criação do grupo, apresentando as percepções e motivações dos jovens que participam – e participaram – do projeto, e também nos pressupostos teóricos que embasaram seu trabalho, com destaque para o diálogo de saberes. Nesta perspectiva, a pesquisa demonstra as potencialidades e fragilidades do grupo, que procura fortalecer sua autonomia em um cenário de poucas oportunidades de recursos para pequenos coletivos, sobretudo na área rural e formado por jovens. Foi utilizado o estudo de caso como metodologia de pesquisa, sobretudo as ferramentas da observação direta e das entrevistas com os membros, além de uma revisão bibliográfica sobre os temas tratados.

A CASA DAS SEMENTES LIVRES: AGROECOLOGIA E CULTURA LIVRE EM ALDEIA VELHA, SILVA JARDIM, RJ

Tadzia Maya

 

Esta dissertação apresenta um estudo de caso sobre a Casa das Sementes Livres, experiência que conjuga ações em agroecologia e cultura livre desde 2007 em Aldeia Velha, distrito rural de Silva Jardim, município das Baixadas Litorâneas do Rio de Janeiro. A Casa das Sementes Livres é uma iniciativa do grupo Escola da Mata Atlântica (EMA), que desenvolve atividades em educação e cultura popular e funcionou como uma possibilidade de trabalho no campo para jovens de diferentes formações acadêmica, contribuindo para um processo de êxodo urbano. Este estudo investiga as percepções e motivações deste grupo em fundar a EMA eposteriormente em empreender a construção da Casa das Sementes Livres, concebida como um local para fazer o diálogo de saberes advindos da informática e da agricultura. Para isso, a pesquisa se concentra no histórico e nos pressupostos teóricos e práticos da iniciativa, que são oriundos tanto da área de cultura digital,quanto da agroecologia e suas lutas específicas pela disseminação de softwares livres e de sementes crioulas.
O estudo de caso analisa a sinergia gerada entre os campos da agroecologia e da cultura livre no florescimento e na manutenção do projeto. Há especial interesse também na relação entre a Casa e a escola pública Vila Silva Jardim, terreno onde funciona sua sede e para onde a maior parte das suas atividades são direcionadas, envolvendo alunos, professores e merendeiras em prol de uma educação contextualizada.
Procurando definir e caracterizar o magma cultural que possibilitou a formação da Casa e sua ligação com movimentos sociais e redes mais amplas de contestação do modelo econômico vigente, a pesquisa fixa a experiência dentro de um modelo de subalternia, conectada a questões de ordem local-global, como a mudança do paradigma da sociedade moderna industrial para modelos alternativos fundados na diversidade. Também são levadas em conta as complexidades internas e externas que vêm contribuindo para a formação
da identidade do grupo, incluindo aí sua estrutura organizacional, a divisão do trabalho e os processos de tomada de decisão. Nesta perspectiva, a pesquisa demonstra as potencialidades e fragilidades da Casa de Sementes Livres, que procura fortalecer sua autonomia lidando com processos de permanente tensão entre asfontes de financiamento e a autogestão em um cenário de poucas oportunidades de recursos para pequenos grupos, sobretudo na área da agroecologia e formado por jovens. Tais questões são demonstradas nas diferentes configurações sócio-políticas que o grupo atravessou, desde sua criação como projeto informal, passando pela sua institucionalização como associação cultural até os dias de hoje quando busca na definiçãode “coletivo” seu posicionamento crítico no mundo.

RELATÓRIO PONTO DE CULTURA CAIPIRA DA MATA ATLÂNTICA - ANO II

Carlos Henrique Nicolau da Silva, Julia Botafogo, Tadzia Maya, Tainá Mie Seto Soares e Surian Santos

 

O presente relatório apresenta as ações realizadas pelo Projeto Ponto de Cultura “Caipira da Mata Atlântica”
durante o ano 2012. Faremos um relato sobre as atividades realizadas neste período que foram mais significativas. 

A apresentação desse relatório marca o fim de um ciclo muito importante para o projeto amplia o horizonte para outras conquistas e aprendizados em torno da Cultura Caipira!
O projeto faz parte da rede pontos de cultura e tem o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.