Expedição Terra: coletivo trabalha agroecologia com moradores

Outubro de 2014

 

Será possível melhorar a vida no campo? A iniciativa Casas das Sementes Livres, em Silva Jardim, interior do Rio de Janeiro, mostra que pode sim. O apresentador Max Fercondini colocou o pé na estrada e foi até lá para conhecer o trabalho que tem como foco a educação popular em agroecologia.

Taina Soares, coordenadora da Casa das Sementes Livres conta que a ideia do coletivo Escola da Mata Atlântica surgiu de uma parceria com os próprios moradores. Através do projeto, é possível cultivar, armazenar e distribuir sementes da região sem agrotóxicos para os moradores.
Para incentivar o cultivo e a distribuição de sementes, o Escola da Mata Atlântica construiu um banco de sementes. Depois de coletadas na floresta, as sementes são encaminhadas para a Reserva Biológica Poços das Antas, onde ficam disponíveis para moradores.

Banco de sementes crioulas - Tadzia Maya - Entrevista - Canal Futura

Julho de 2014

 

Sabe aquela vontade que às vezes a gente tem de largar tudo e ir morar numa cidade do interior? Pois é, Tadzia Oliva Maya fez exatamente isso. Saiu do Rio de Janeiro e foi morar em Aldeia Velha, município de Silva Jardim, interior do Estado. Tadzia decidiu juntar conhecimento como mestre em desenvolvimento sustentável à rotina do local e criou um banco de sementes crioulas junto com alguns amigos. Para contar essa experiência, a jornalista Amelia Gonzalez conversa com Tadzia, na série Empreendedorismo e Sustentabilidade do Programa Entrevista. Canal Futura

Revista Agriculturas V11, N11 - Artigo 5

Março de 2014

 

As sementes e a cultura como códigos livres da Humanidade Diante desse cenário e na tentativa de revalorizar as sementes tradicionais da região, bem como a identidade da cultura caipira, o coletivo de jovens chamado Escola da Mata Atlântica - cujas atividades vinham desde 2005 registrando saberes nativos e criando espaços para o intercâmbio de conhecimentos – resolveu, em 2007, construir um banco de sementes crioulas no povoado. O grupo, formado por universitários em processo de êxodo urbano, aproveitou sua interface com o movimento de cultura digital para conseguir apoio financeiro da Associação Software Livre (ASL), sediada no Rio Grande do Sul, que já havia doado sementes crioulas para as tribos Guarani-Kaiowá do Mato localidade de Aldeia Velha ganhou seu nome por conta de um antigo aldeamento indígena formado ainda no século XVIII. Lugar de passagem de tropeiros e novo lar para imigrantes alemães e suíços, o povoado, que hoje conta com pouco mais de 900 habitantes, tem nessa miscigenação de culturas sua origem. No entanto, a disseminação crescente do paradigma industrial e urbano vem se somando aos inúmeros fatores de expulsão das famílias do campo para a cidade e comprometem a conservação da riqueza cultural histórica local.