Fotos de Tainá Del Negri


Educação Popular em Plantas Medicinais, Agroecologia e Cultura Livre

Ponto Chave

Dentro da perspectiva de melhoria da saúde da população local, a EMA estimula a conservação, o estudo e o cultivo de plantas medicinais como forma de viabilizar o acesso às formas de tratamento naturais e sem patentes. O uso de plantas medicinais resistiu na comunidade, apesar de também estar sendo abandonada pela desvalorização dos conhecimentos tradicionais. Essas formas de cura são uma resistência cultural que afirma existirem conhecimentos locais capazes de solucionar questões como a da saúde sem ter depender totalmente dos métodos da urbanidade. Entretanto, esses métodos devem ser pesquisados, catalogados e complementados com técnicas contemporâneas para que o uso dessas plantas possa ser enquadrado nos parâmetros do SUS, Sistema Único de Saúde, que já os utiliza na sua rede pública de postos de saúde.

Por fim, o que une e dá sentido a todas essas ações é a idéia da democratização do conhecimento. Na contemporaneidade, o mundo assiste ao embate entre a propriedade intelectual e a cultura livre, entre as patentes e as restrições à livre circulação de informações de um lado e ao crescimento de comunidades defensoras da inteligência coletiva de outro.

A EMA quer firmar-se como um Centro de Estudos público, onde o conhecimento não seja tratado como mercadoria, mas como material comum da humanidade, servindo ao desenvolvimento e autonomia dos povos. Por isso, apropria-se dos conceitos de copyleft, contrapondo-se aos direitos reservados do copyright, de generosidade intelectual e conhecimento coletivo.

Com a expansão dos saberes e a facilitação da circulação de informação, a EMA acredita estar dividindo os problemas e assim agregando inteligência em suas soluções. A cultura livre, sem barreiras monetárias e sem discriminações, pode fortalecer a sustentabilidade de uma comunidade, que pode também se tornar um pólo de expansão dessa cultura agroecológica. A proposta é repassar o conhecimento adquirido durante anos de vida acadêmica de forma a quebrar o ciclo vicioso de educação superior separada do ensino de extensão, favorecendo a comunidade.

Seja bem-vindo(a)!

Somos eternos aprendizes. Este é nosso maior prazer e do qual nunca nos cansamos: aprender, aprender sempre!

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