Mapas Emicos

Trilha dos Produtores de Aldeia Velha! Foram elaborados dois Mapas Emicos[1], contendo as casas dos produtores locais. O segundo mapa foi uma confecção coletiva dos moradores, já o primeiro foi o desenho a partir do segundo por uma desenhista local.

A primeira etapa para construção do Mapa Êmico foi a reunião das principais lideranças e também crianças para esclarecimento do trabalho. A partir de lápis de cor, cartolina e um mapa de referência da cidade, a área de abrangência do mapa foi delimitada, considerando o raio de atuação das atividades produtivas, dados históricos e recursos naturais de referencia. Relevo e hidrografia foram transcritos para uma cartolina e os moradores preencheram os espaços, localizando, com o desenho, tudo aquilo que eles achavam importante, construindo assim um mapa coletivo. O objetivo era resgatar o máximo possível de informações. Além das serras, rios, ruas, comércio e casas dos produtores, que servem de orientação, nos desenhos, nós podemos observar uma representação da diversidade biológica através de inúmeras espécies de animais e vegetais presentes no mapa, e também a presença de elementos marcantes na cultura dos produtores como cipó, mel e bambu. Outros elementos presentes são os mitos, “Mãe do Ouro” e “Saci Pererê”, o que mostra a importância desses elementos na formação da cultura local.

[1] “Os Mapas Êmicos, ou seja, aqueles realizados a partir do conhecimento cognitivo, buscam garantir uma participação local, trabalhar com dados relevantes, formar um quadro de referências para coletar e analisar as informações, dispor de dados qualitativos, além de facilitar a comunicação entre o pesquisador e as comunidades, por serem os mapas uma forma de linguagem muito antiga (SCHMIDT, M.V.C. Etnosilvicultura Kaiabi no Parque Indígena do Xingu: Subsídios ao manejo de recursos florestais. Dissertação de Mestrado. USP, São Carlos, 2001).

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